26/01/2016

MESMO VETOR, NOVAS DOENÇAS: CUIDE-SE

Conheça mais sobre chikungunya, dengue e zika e previna-se

O ano de 2015 bateu o recorde de 2013, com 200 mil casos a mais e 189 mais mortes por dengue no Brasil. Campanhas de conscientização em todos os estados se fortaleceram, mas a atenção deve ser redobrada, principalmente agora no verão.

No calor, o período reprodutivo do Aedes aegypti fica mais curto e mais rápido. Além do fato de que, com a maior incidência de chuva no verão, a agua se acumula, tornando o ambiente propício à proliferação do mosquito. Por isso é importante drenar rotineiramente terrenos com tendência a encharcar, limpar vasos de plantas, tampar caixas d’água e evitar guardar pneus e garrafas vazias.

O transmissor, inicialmente conhecido apenas por causar a dengue, no último ano causou uma epidemia de zika e chikungunya em todo o território nacional. Ambas as doenças são infecções e ainda não possuem tratamentos específicos. Os sintomas são os mesmos da dengue. A chikungunya também causa inflamações com fortes dores nas juntas acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

É importante manter-se protegido do mosquito causador das doenças, mesmo quando infectado por uma delas. Dessa forma evita-se que o Aedes aegypti transmita o vírus a outras pessoas.

Origem do transmissor

O Aedes aegypti pode ter chegado ao Brasil com navios negreiros. Após a erradicação da febre amarela, acreditou-se que o país estava livre do mosquito também. Com novos criadouros, a “praga” se proliferou.

“Apesar do A. aegypti já ter sido erradicado no Brasil no final da década de 1950, acredita-se que o relaxamento de medidas de controle tenha trazido o mosquito de volta. Hoje em dia, considera-se que sua eliminação é praticamente impossível, sobretudo, devido ao crescimento da população, à ocupação desordenada do ambiente e à falta de infraestrutura dos grandes centros urbanos. A industrialização também dificulta o enfrentamento desse tipo de inseto, já que os produtos descartáveis por ela produzidos (tais como copos e garrafas de plástico) são eliminados de forma incorreta e acabam por transformar-se em possíveis focos para a multiplicação do vetor”, informa a Agência FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) de Notícias.

A transmissão do vírus da dengue acontece através da fêmea do mosquito, quando também infectada com o vírus, causando tanto a manifestação clássica da doença quanto a forma hemorrágica. Não ocorre contágio de dengue pelo contato com um doente ou com suas secreções.

A larva do mosquito transmissor da dengue se desenvolve em água parada, limpa ou suja. O seu controle é difícil por ser muito resistente e por sobreviver muito tempo sem água.

Para diferenciar o Aedes aegypti do pernilongo comum, basta observar se o corpo tem tonalidade escura com traços brancos. Ele tem o hábito de picar de dia. Afaste-os usando repelentes, atentando-se aos componentes, pois alguns não são indicados para o uso em crianças e gestantes.

Em caso de suspeita de dengue, não se automedique, procure um médico imediatamente. A dengue leva os pacientes à desidratação, por isso é recomendado maior consumo de água, o que pode impedir o agravamento do quadro.

Faça sua parte, evite possíveis criadouros em casa e se observar qualquer outra condição favorável à proliferação do mosquito na rua ou no trabalho informe as autoridades competentes para que tomem as devidas providências.

 

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