Inovações transformam resíduos em energia

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Uma vida mais sustentável requer um novo olhar para tudo o que os seres humanos produzem, inclusive o lixo. Para se ter uma ideia, o lixo gerado no País aumentou 29% entre os anos de 2003 e 2014, enquanto o crescimento populacional deste período foi de 6%, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado em 2015.

Diante de um cenário como este, é mais do que urgente repensar as práticas do dia a dia para minimizar o desperdício, além de dar o destino correto aos resíduos. E é aí que a inovação entra em cena, transformando “lixo” em energia elétrica, um luxo para cerca de 1,5 bilhão de pessoas que vivem sem eletricidade, de acordo com dados da ONU, Organização das Nações Unidas.

De olho no desenvolvimento sustentável, algumas indústrias já investiram na produção de eletricidade a partir de fontes alternativas, confira:

 

shutterstock_285916715 Convertendo restos de comida em gás de cozinha – esta é a proposta da HomeBiogas, empresa israelense que criou um sistema que converte restos de alimentos orgânicos em gás de cozinha. Os resíduos deste processo são transformados em adubo líquido para o jardim. E o gás produzido com os alimentos descartados chega a ser suficiente para manter um fogão ligado por três horas.

 

shutterstock_156256430 Lixo de aterro gera energia elétrica – em setembro deste ano, foi inaugurada no município de Caieiras (SP), a maior usina de energia termelétrica no Brasil a partir de gás metano, proveniente de lixo de aterro sanitário, a Termoverde Caieiras. A energia gerada a partir do lixo é suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 300 mil habitantes, como Limeira, Guarujá ou Taubaté. Em 2014, o aterro sanitário de Guatapará foi o primeiro no Estado a gerar energia elétrica a partir do lixo de 20 municípios.

madeiraNa International Paper – a madeira residual dos processos industriais (cavaco) também gera energia para as unidades e isso significa uma economia significativa para a IP, além de ganhos em sustentabilidade a partir da utilização de uma fonte renovável de energia: a biomassa do eucalipto.

 

 

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