Brasil sobe em ranking de sustentabilidade

De acordo com o Environmental Performance Index de 2016, Brasil evolui na categoria qualidade do ar

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Divulgado a cada dois anos, o “Environmental Performance Index” avalia o desempenho de 180 países em relação às políticas voltadas à sustentabilidade e bem-estar. Na última edição (2016), o Brasil saltou da 77ª posição para a 46ª, alavancado pela melhoria da qualidade do ar.

O relatório é fruto de uma parceria entre as universidades americanas Yale e Columbia e analisa os países em nove critérios macro: agricultura, saúde, qualidade do ar, água e saneamento básico, recursos hídricos, recursos florestais, clima e energia, recursos pesqueiros e biodiversidade. Os países que melhor se posicionam no ranking têm notas próximas a 100, indicador máximo de pontuação.

Os 10 países mais bem posicionados no ranking de 2016 foram: Finlândia (90.68 pontos), Islândia (90.51 pontos), Suécia (90.43 pontos), Dinamarca (89.21 pontos), Eslovênia (88.98 pontos), Espanha (88.91 pontos), Portugal (88.63 pontos), Estônia (88.59 pontos), Malta (88.48 pontos) e França (88.20 pontos).

Cada um dos nove indicadores tem pesos diferentes. Mas uma das curiosidades trazidas nesta última edição, em relação ao ranking divulgado em 2014, diz respeito à qualidade do ar: em 2013, as mortes em decorrência da qualidade da água foram maiores do que as mortes ocasionadas por problemas ligados à qualidade do ar. Situação que se inverteu dois anos depois.

De acordo com o relatório, o desenvolvimento industrial urbano, somado à maior exposição da população ao transporte motorizado, trouxe mais impactos para a saúde respiratória, configurando-se em um fenômeno global, que não está restrito a determinados países. E é justamente na categoria qualidade do ar, que o Brasil mais se destacou. No entanto, o documento aponta que um dos principais desafios mundiais hoje é equilibrar o desenvolvimento econômico com as metas globais de redução na emissão de gases, que contribuem para o efeito estufa.

Cuidado com as florestas: um longo trabalho para o Brasil

Se a categoria qualidade do ar fez com que o País subisse 31 posições no ranking, a categoria preservação de recursos florestais coloca o Brasil na 83º posição. Isso mostra que há ainda muito trabalho a ser feito nesta área, mobilizando poder público e iniciativa privada em ações voltadas à mitigação dos impactos ambientais e à preservação dos recursos florestais.

Na International Paper, as iniciativas voltadas à sustentabilidade incluem a preservação de um hectare de mata nativa para cada três hectares de florestas plantadas de eucalipto. Aliás, são as florestas plantadas que originam a madeira e o papel certificado pelo FSC e Cerflor, instituições independentes que avaliam a sustentabilidade do setor de papel e celulose.  Além disso, 95% da água utilizada na produção volta tratada ao meio ambiente. Este trabalho mostra a preocupação da empresa em reduzir ao máximo os impactos ambientais.

Fonte: http://epi.yale.edu/sites/default/files/2016EPI_Full_Report_opt.pdf

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