Apicultura Solidária: apicultores realizam curso de capacitação no SEBRAE

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Os apicultores do projeto “Apicultura Solidária”, do Instituto International Paper, participaram de oficinas para aprimorar as técnicas e também expandir os pontos de vendas. A ideia é que a Cooperativa tenha mais autonomia e, assim, amplie sua participação no mercado.

O projeto envolve os profissionais da Cooperativa dos Apicultores da Região de Ribeirão Preto (COOPERAPIS), que atuam nas cidades de Luiz Antônio, Brotas e Altinópolis, que, entre outras áreas de cultivo, utilizam para a produção de mel as florestas de eucalipto da International Paper.

A Cooperativa, juntamente com o SEBRAE, (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), promoveu cursos para os cooperados. A capacitação chega para ampliar os conhecimentos, uma vez que o processo de envase de mel atualmente é todo terceirizado. Com essa capacitação, os apicultores poderão realizar o envase e a distribuição sem a necessidade de entreposto.

Por meio do projeto “Apicultura Solidária”, os apicultores são beneficiados pelo Instituto IP por meio da geração de renda proporcionada pela produção proveniente das florestas plantadas, sendo este o ganho principal para o sustento das famílias dos cooperados.

Para ter maior domínio do trabalho e expandir os negócios, foram ministradas oficinas sobre o Relacionamento da Cadeia de alimentação entre abril e junho deste ano, com os seguintes temas:

  • Exigências Legais de Formalização e Comercialização
  • Produtos Agroindustriais Como Forma de Agregação de Valor – Apicultura
  • Canais de Distribuição

Em outubro, houve outra capacitação, desta vez no Senac de Ribeirão Preto, em que os apicultores assistiram mais oficinas e colocaram seus produtos à mostra.

Apesar da terceirização do envasamento, o mel é todo produzido pela Cooperativa: “Nós acompanhamos as empresas quando estão no processo de envase, para que no dia a dia possamos aplicar as normas que aprendemos”, explica José Antônio Monteiro, líder da COOPERAPIS.

Segundo Monteiro, a Cooperativa pretende expandir a participação nas oficinas e consequentemente os pontos de venda a partir do envase e da distribuição do mel no mercado. Além da parte logística, estes profissionais estão sempre em busca de diferentes soluções para qualquer problema que possa surgir na produção.

De olho no calendário – Em janeiro, o SEBRAE disponibiliza o calendário de cursos e já no início do ano, os apicultores verificam quais são interessantes para o grupo se aperfeiçoar. Os processos de capacitação são para todos, inclusive iniciantes. “Para o pessoal novo as oficinas são muito importantes, até porque eles estão aprendendo a trabalhar e a desenvolver o processo de apicultura”, diz Monteiro.

Com a capacitação, os apicultores obtiveram conhecimento sobre o sistema de gestão e também para que acompanhem o processo em toda a cadeia produtiva. Além disso, passam a ter uma visão mais ampla de sua atividade: da instalação das caixas-iscas, colheita ao envase e distribuição do produto final nos pontos de venda. “Os apicultores admiraram a organização das empresas durante os testes de envase. Dessa forma, eles valorizam ainda mais seus trabalhos”, conta Monteiro.

Para que o envase seja possível dentro da COOPERAPIS, a empresa precisa de um espaço adequado, e esse é o próximo passo da Cooperativa. Para isso, é necessário a aprovação do SIF – Serviço de Inspeção Federal ligado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal – DIPOA.

A COOPERAPIS reconhece que faz um bom trabalho no mercado e que estar mais envolvida em todas as etapas do processo produtivo de mel é muito importante para conquistar mais espaço no mercado. E a parceria com parceria com o IIP é fundamental para que todas essas melhorias aconteçam.  “Se não fosse a International Paper, por meio do Instituto, nós não conseguiríamos evoluir em conhecimento técnico e aprimoramento de todos os processos produtivos. Parte do nosso sucesso é fruto desta parceria”, reitera Monteiro.

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