A busca por respostas para a crescente escassez de água

Cachoeira do Fundao_ Serra Canastra_MGEm artigo publicado no site das Nações Unidas do Brasil, José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), destaca a crescente escassez da água e ações que devem ser levadas em conta com base em dimensões globais. “Não se pode evitar uma seca, mas pode-se impedir que a seca se transforme em fome”, ressalta.

Segundo Graziano, o aumento da água não resolverá a crise global. Ele menciona, que a partir de agora, obter resultados para o crescimento, devem ser realizados em três dimensões: econômico, social e ambiental. Dessa forma, seria possível enfrentar fatores que encadeiam problemas estruturais pelo mundo todo, entre os quais a falta de saneamento básico e de recursos naturais.

A crise hídrica seria apenas um fator de risco entre tantos outros países como Sudão do Sul, onde 40% da população vive em situação de desnutrição e calamidade pública. Embora a nação seja rica em petróleo, há 5 milhões de pessoas vivendo em estado de insegurança alimentar. Em países como esse, quando desastres climáticos acontecem, podem ocorrer guerras regionais devido à extrema pobreza.

A crise hídrica e projetos em ação – A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, atualmente, cerca de 663 milhões de pessoas no mundo vivem sem acesso à água potável, um recurso de extrema importância para agricultores, responsáveis pela grande parcela das 800 milhões de pessoas em rotina de fome. A agricultura é um elemento fundamental, mas consome 70% da água doce no mundo. Por isso, é preciso articular ações que diminuam essa utilização, afirma o diretor-geral em seu artigo.

Promovendo ações de conscientização – No Brasil, por exemplo, há milhares de famílias pobres que vivem em áreas secas e usufruem de cisternas para armazenar água de chuva. Desde 2003, o Programa Cisternas do Governo Federal já entregou cerca de 1,2 milhão de cisternas, com capacidade total de armazenamento de 20 bilhões de litros. O custo de instalação é de R$ 3 mil e, para cada família, garante o abastecimento de até cinco pessoas, por oito meses. Programas educativos e voltados para a reutilização e preservação de água são medidas fundamentais, como o uso responsável da água na agricultura, citado por Graziano.

A economia e a reflexão sobre a utilização consciente de recursos hídricos são pautas trabalhadas no projeto Guardiões das Águas do Instituto International Paper (IIP). Além de abordarem questões quanto ao uso racional da água, a instituição desenvolve outros projetos como o Natureza e Corpo, que visam conscientizar sobre a qualidade de vida e hábitos saudáveis por meio da implantação de hortas comunitárias. Ambos os projetos do IIP são políticas públicas, que trabalham com temas da atualidade e de integração, para conscientizar e repercutir temas em torno do consumo consciente de recursos hídricos e naturais do planeta.

Fonte: ONUBR

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