2016: ano de expectativas para o Apicultura Solidária

Volume de chuvas do início do ano favorece a produção de mel entre os apicultores participantes do Projeto

foto_apicultura“A expectativa é ótima!” É com este entusiasmo que José Antônio Monteiro, Presidente da COOPERAPIS (Cooperativa dos Apicultores da Região de Ribeirão Preto) e outros 20 cooperados iniciaram o ano de 2016. O motivo vem do céu. “O volume de chuvas dos últimos meses vai impulsionar a nossa produção de mel este ano”, comemora.

Além dos diversos impactos no fornecimento de água, a estiagem de 2015 afetou também a produção de mel entre os apicultores do país. “Sem a chuva o eucalipto não floresce, e sem flores para polinização as abelhas não produzem o mel”, explica Arnaldo Maurício Correa Neto, Consultor em Apicultura, que deu suporte à AAPILEME (Associação de Apicultores de Leme e Região), nova parceira do Instituto International Paper no programa Apicultura Solidária.

No entanto, o consultor alerta. “Chuva em excesso também pode atrapalhar a produção. O clima ideal é a mescla de chuvas moderadas e sol, favorecendo a floração das plantas, a produção de néctar das flores e a polinização das abelhas.”

Os prejuízos pela falta de chuva os apicultores do projeto do IIP conhecem bem. Enquanto em 2014 a produção foi de 40,523 toneladas de mel, 2015 fechou o ano com apenas 8,4 toneladas, mesmo contando com o dobro de caixas-isca instaladas. “Foi um ano preocupante para nós. Mas acreditamos que em 2016 vamos alcançar ótimos resultados”, afirma Monteiro. E não é para menos. Este ano, cerca de 1000 colmeias foram instaladas na floresta de eucalipto que atende à unidade de Luiz Antônio. “Como o período de florada do eucalipto é de dezembro a maio, vamos conseguir fazer entre duas e três ‘colheitas’”, estima.

Fora deste período de florada do eucalipto, os apicultores sobrevivem da colheita de mel silvestre, onde as caixas-isca são instaladas em mata nativa ou em outros tipos de cultura, como o da laranja, por exemplo. Neste ponto, a International Paper também consegue contribuir, já que mantém preservada 20% da mata nativa em suas florestas de eucalipto. “Sem a parceria da IP, nós não sobreviveríamos na região”, destaca José Antônio Monteiro.

Segundo Arnaldo Maurício Correa Neto, essas parcerias com grandes empresas são fundamentais para estes grupos de apicultores. “Poucas companhias têm programas de apicultura já consolidados como a IP. Estas parcerias com grandes empresas estimulam a formação de associações e cooperativas entre os apicultores locais, que ganham força e incentivos do governo. No estado de São Paulo, os apicultores que não fizerem parte destes grupos não vão sobreviver”, ressalta Arnaldo.

Atualmente, o Projeto Apicultura Solidária mantém parceria com dois grupos de apicultores que atuam nas florestas das regiões de Mogi Guaçu e Luiz Antônio, beneficiando cerca de 25 pessoas, entre cooperados e colaboradores.

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